Após a viagem no tempo, conhecendo alguns dos teóricos que marcaram uma trajetória de ideais educacionais, compartilhamos as reflexões sobre tais pressupostos com os colegas da turma do curso Elaboração de Projetos do grupo de Santa Cruz do Sul, RS e após o término, com o público que tem interesse em conhecer o nosso trabalho.
Este grupo participou de três cursos, voltados ao mesmo tema, Seminários Integrados nas escolas públicas do RS, implantado em 2012. Iniciamos com o curso Introdução à Elaboração de Projetos, com duração de 100 horas, com 7 encontros presenciais, divididos em 10 polos da nossa região, ao longo do ano de 2012.
Do grupo inicial, 146 cursistas trocaram informações sobre projetos na plataforma TelEduc.
Finalizamos com alunos das 43 escolas de Ensino Médio apresentando projetos para a comunidade escolar e alguns até foram mais criativos, envolveram as suas comunidades locais nos projetos.
Em 2013, damos continuidade ao acompanhamento às escolas, oferecendo uma continuidade ao curso para quem havia finalizado o anterior, mas com o nome de Seminários Integrados, e iniciamos para um grupo de professores que tinham interesse novamente o curso Introdução à Elaboração de Projetos, ambos com uma carga horária de 40h, no ambiente TelEduc, com 5 encontros presenciais ao longo do ano.
Em 2014, finalizamos o acompanhamento ao projeto de implantação à disciplina Seminários Integrados nas escolas de Ensino Médio das escolas públicas do Rio Grande do Sul.
Oferecemos o curso Elaboração de Projetos através da plataforma do MEC, no e-Proinfo. Foram convidados apenas os professores que haviam participado dos cursos anteriores, para podermos dar continuidade às discussões e analisar a proposta da implantação dos projetos no Ensino Médio.
Para fazer os registros sobre o assunto, os cursistas iniciaram com a escolha de um dos teóricos apresentados na tela da linha do tempo do livro Elaboração de Projetos do MEC, usado como material de leitura e discussão ao longo dos três anos. Para uma melhor compreensão de suas ideias, foi importante fazer uma leitura mais detalhada do texto indicado, ou de outro que tivessem maior interesse. Segue abaixo os textos redigidos por alguns professores.
Acho de grande importância esta teoria, pois a vivemos na prática, coordeno um grupo que o projeto é sobre energia elétrica e a preocupação, ou melhor, o objetivo deles é saber o porquê das quedas de luz que ocorre com muita frequência na localidade onde moram. Isto comprova que eles aprendem com o meio em que vivem, interagindo com sua comunidade, e na escola eles conseguem desenvolver este trabalho através da internet, da biblioteca e com os professores.
Este grupo participou de três cursos, voltados ao mesmo tema, Seminários Integrados nas escolas públicas do RS, implantado em 2012. Iniciamos com o curso Introdução à Elaboração de Projetos, com duração de 100 horas, com 7 encontros presenciais, divididos em 10 polos da nossa região, ao longo do ano de 2012.
Do grupo inicial, 146 cursistas trocaram informações sobre projetos na plataforma TelEduc.
Finalizamos com alunos das 43 escolas de Ensino Médio apresentando projetos para a comunidade escolar e alguns até foram mais criativos, envolveram as suas comunidades locais nos projetos.
Em 2013, damos continuidade ao acompanhamento às escolas, oferecendo uma continuidade ao curso para quem havia finalizado o anterior, mas com o nome de Seminários Integrados, e iniciamos para um grupo de professores que tinham interesse novamente o curso Introdução à Elaboração de Projetos, ambos com uma carga horária de 40h, no ambiente TelEduc, com 5 encontros presenciais ao longo do ano.
Em 2014, finalizamos o acompanhamento ao projeto de implantação à disciplina Seminários Integrados nas escolas de Ensino Médio das escolas públicas do Rio Grande do Sul.
Oferecemos o curso Elaboração de Projetos através da plataforma do MEC, no e-Proinfo. Foram convidados apenas os professores que haviam participado dos cursos anteriores, para podermos dar continuidade às discussões e analisar a proposta da implantação dos projetos no Ensino Médio.
Para fazer os registros sobre o assunto, os cursistas iniciaram com a escolha de um dos teóricos apresentados na tela da linha do tempo do livro Elaboração de Projetos do MEC, usado como material de leitura e discussão ao longo dos três anos. Para uma melhor compreensão de suas ideias, foi importante fazer uma leitura mais detalhada do texto indicado, ou de outro que tivessem maior interesse. Segue abaixo os textos redigidos por alguns professores.
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Por: Adelaide Langassner (Encruzilhada do Sul - EEEB Borges de Medeiros)
Por ser especialista da área das humanas, concordo com Paulo Freire quando ele propõe que devemos introduzir o debate político e a realidade sociocultural no processo escolar através de temas geradores.
Para Freire, o ato de conhecer tem como pressuposto fundamental a cultura do educando, não para cristalizá-la, mas como ponto de partida para que ele avance na leitura do mundo, compreendendo-se como sujeito da história. Enfatiza o diálogo entre o conhecimento que o estudante traz, enquanto sujeito histórico, e a construção de um saber.
Entretanto, alguma coisa está seriamente fora da ordem, totalmente fora da ordem mundial, atualmente nossos alunos estão acéfalos (A maioria não tem história - pelo menos que queira contar, não traz sonhos, vivem cada dia, como se fosse o único, vêem as tecnologias como o fácil acesso ao ter, não se preocupam em ser, não se vêem agentes sociais, não vêem perspectivas positivas em realizar projetos a longo prazo. Vivem na sociedade onde tudo é a curto prazo, realizações instantâneas. O que dificulta bastante o trabalho em projetos. Precisamos reverter mas não será nada fácil.
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Por: Anderson Reichert (Vale do Sol - EEEM Guilherme Fischer)
Dentre os principais teóricos que estudamos e que deram um grande passo para o desenvolvimento da aprendizagem por meio de projetos, podemos citar Piaget e Vygotsky, que aparecem em todos os cursos de Licenciatura com ideias e pensamentos sobre o aprender em forma de Projetos.
Quando o Rio Grande do Sul começou a trabalhar em forma de seminários com o Ensino Médio, houve muita resistência por parte de muitos professores quanto ao método utilizado. Mas hoje podemos perceber que não há como trabalhar o Ensino Médio senão na forma de projetos, e que estes, acrescentaram muito para a educação e aprendizagem dos alunos.
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Por: Angela Stertz (Venâncio Aires - EEEM Frida Reckziegel)
Aprender e ensinar no trabalho com projetos.
Conforme os autores Dewey, Kilpatrick, Paiaget e Freire, todos abordam que aprendemos por meio da experimentação, da curiosidade e da descoberta. Para que a aprendizagem aconteça é preciso propiciar o desencadeamento do processo de construção e da reconstrução do conhecimento, refletindo sobre a própria ação e refazendo ou confirmando o seu conceito sobre determinado tema ou conteúdo. O estudante torna-se autor naquilo que produz, desenvolve competências para buscar, selecionar, priorizar informações. O aluno toma decisões em grupos, desenvolve competências interpessoais para aprender de forma colaborativa com seus colegas .
Para Vygotsky, esta interação social no processo de construção coletiva torna o ser mais ativo e interativo e interagindo o indivíduo aprende pela mediação com os seres e com o meio ao qual está inserido. A mediação do professor é fundamental para que os conteúdos desenvolvidos nos projetos, sejam compreendidos e sistematizados para que o aluno possa formalizar os conhecimentos e colocá-los em prática atingindo outros níveis de desenvolvimento e estruturas cognitivas.
Trabalhar com projetos é oportunizar ao estudante um espaço de pesquisa, de buscar o que está querendo descobrir. É na descoberta , na reflexão e na experimentação que a aprendizagem acontece. Neste processo poderão ocorrer imprevistos, mudanças necessárias para transformar uma problemática em uma situação desejada. Aprender através de projetos é satisfazer seus sonhos, seus ideais ou mesmo, responder as indagações que angustiam o ser humano colaborando para uma formação integral .
Fernando Hernández aponta que o projeto é uma maneira de repensar a função da escola, o ensino e a aprendizagem. Através de projetos o estudante aprende fazendo e reconhece a autoria naquilo que produz.
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Por: Camila Farias (Santa Cruz do Sul - EEEM Ernesto Alves de Oliveira)
Escolhi pesquisar sobre William Heard Kilpatrick, que nasceu em 1871, destacou-se pelo seu trabalho no "Método de Projetos”, onde diz que, é necessária a intenção, pois esta faz com que o educando torne-se agente de seu conhecimento, além de preparar ele executa.
Em sua metodologia, os alunos realizam atividades em um ambiente natural, que está integrado com o ensino. Traz a interdisciplinaridade, que na época não tinha este nome, mas que já era trabalhado através de um determinado tema, estudar diferentes conceitos em diferentes disciplinas. Como exemplo, podemos usar o entorno da escola e estudar a arquitetura, a história, as formas geométricas assim como a sinalização, entre outras.
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Por: Carmelita Francisca Machado (Vale Verde - EEEM Curupaiti)
Destaco alguns pontos relevantes na elaboração de projetos:
- A busca de tema apropriado para o desenvolvimento cognitivo do aluno;
- A escolha de temas que são do interesse e da realidade dos alunos;
- O despertar da curiosidade e a busca por novos conhecimentos e desafios;
- Prepara o adolescente para o mercado de trabalho e para sua desenvoltura nas relações sociais.
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Por: Clair Goettems (Venncio Aires - EEEM Monte das Tabocas)
O trabalho por projeto é importante porque oferece além do conhecimento a experimentação, a reflexão e a descoberta. Propicia o desencadeamento do processo de construção e reconstrução do conhecimento do estudante, por meio de situações de aprendizagem que favoreçam a sua autoria e o processo reflexivo sobre a própria ação.
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Por: Deise Hickmann (Venâncio Aires - EEEM Wolfram Metzler)
É importantíssimo priorizar o saber compartilhado no trabalho com projetos, desafiar o aluno a buscar e trazer para discussão suas informações.
Quando se trata de trabalhar com projetos, concordo com Machado que diz: “entende-se por projeto um modo de agir do ser humano que define quem ele pretende ser e como se lançar em busca de metas”( 2000).
Conforme o trecho abaixo, Barbier também compartilha dos conceitos de Machado em relação ao conceito de projeto quando relata que“[...] o projeto não é uma simples representação do futuro, do amanhã, do possível, de uma idéia; é o futuro a fazer, um amanhã a concretizar, um possível a transformar em real, uma ideia a transformar em ato”. (BARBIER, 1994, apud MACHADO, 2000, p.6
Dessa forma, percebemos que o projeto não é desvinculado da teoria, mas é intrínseco à prática presente no cotidiano do aluno sujeito de sua aprendizagem.
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Por: Edela Bertram (Venâncio Aires - EEEM Adelina Isabela Konzen)
Trabalho com a orientação de um projeto sobre “Violência Doméstica”, onde tenho apenas uma integrante, pois a mesma chegou na escola quando todos os outros projetos já estavam formados, e ela tem muito interesse sobre este assunto. Vejo uma perda significativa, pois duas cabeças ou mais podem ver mais possibilidades, podem contribuir muito mais para a construção deste projeto. Enfim, esta aluna tem uma orientadora que poderá apenas ajudá-la a seguir os passos para este desenvolvimento. Este é o aspecto que quero salientar, pois segundo Freinet “uma pedagogia de busca e de experiências, favorecendo à criança um papel ativo voltado para o trabalho e atividade em grupo, vivenciando situações de cooperação e a pesquisa do meio, bem como o envolvimento do estudante em atividades/projetos criativos”.
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Por:Edenara Guarezi (Candelária - EEEM Gastão Bragatti Lepage)
Segundo Piaget a aprendizagem acontece quando o sujeito amplia conhecimento, fazendo com que o “educando” tenha que ler, pesquisar, analisar, debater, investigar e se posicionar perante sua escolha (do tema). Ou seja, perante uma situação problemática a construção do conhecimento deve ir além do saber fazer, para envolver a reflexão sobre como fazer, a tomada de consciência, a compreensão e a elaboração do fazer. Construindo-se assim o processo reflexivo sobre a própria ação.
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Por: Elaci Keller (Santa Cruz do Sul - CE Monte Alverne)
Após leitura dos textos indicados ressaltando as ideias de alguns dos teóricos da educação ficou claro, como foi enfatizado na proposta da atividade 2, que muitas das ideias continuam norteando a educação no século XXI. Para trabalhar com projeto destaco Paulo Freire quando ele afirma que os educadores e educandos necessitam de estímulos que despertem a “curiosidade” e em decorrência disso a busca para chegar ao conhecimento, pois a curiosidade é a mola propulsora para a pesquisa e leitura.
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Por: Eloisa Theisen (Venancio Aires - EEEB Conego Albino Juchen)
Escolhi Pestalozzi pois enfatiza o aprender pela prática, que a teoria se obtém na pesquisa, exercitando e descobrindo. As criança não apenas absorvem informações, há uma formação em questão de razão e emoção, buscando a autonomia moral. Para formar os conteúdos é necessário o desenvolvimento das habilidades e os valores humanos. Assim é importante a experimentação para a comprovação, aprende-se fazendo, construindo o saber por si próprio que produz o conteúdo.
Gosto desta teoria, pois em Matemática dou um exemplo prático para depois ir falar de deduções em fórmulas e a aplicação delas. Por exemplo na Soma Infinita de PG (Progressão Geométrica), começo com a teoria do “Rodízio de Pizza”, contando uma história que é semelhante a seguir:
“Nem almoçei, pois sabia que de noite iria ter um rodízio de pizzas!!! Na primeira rodada, veio uma de bacon, comi ela toda! Na segunda rodada, veio a pizza de calabresa e comi metade! Na terceira rodada, comi a metade da metade de uma pizza de lombinho, ou seja, um quarto! Na quarta rodada comi a metade da anterior, ou seja 1/8 e era pizza de moranguinho!!!”
E assim por diante, num exemplo prático e que mexe com a imaginação e sensações (emoções) começamos a deduzir a fórmula da soma infinita da PG para calcular quantas pizzas foram comidas no total, sendo que sempre se comia a metade do tamanho da rodada anterior. Depois se passa para as dízimas periódicas que aplicam a fórmula deduzida.
O conhecimento do cotidiano, transformando-se e aplicando-se ao abstrato não é não difícil assim.
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Por: Ivani Schuler (Santa Cruz do Sul - CE Monte Alverne)
Diante da atual situação da educação no Brasil, na qual nos encontramos muito aquém da qualidade e da aprendizagem em Matemática e Português, fica claro que é preciso rever antigos paradigmas a fim de obtermos resultados bem sucedidos. Por isso acredito que agregar um novo componente curricular aliado a uma nova metodologia, na qual haja a possibilidade de maior autonomia dos sujeitos represente esta mudança, pois assim estarão fazendo algo de seu desejo, enfim envolvendo-se.
Pestalozzi e Froebel já defendiam a importância de desenvolver uma educação voltada para os interesses e necessidades das crianças, valorizando a experimentação prática. Isto também é reforçado pelo educador brasileiro Paulo Freire, que enfatiza o diálogo entre o conhecimento que o estudante traz, enquanto sujeito histórico, e a construção de um saber. Os fundamentos da pedagogia de Freire humanista e emancipatória orientam o professor para o desenvolvimento de estratégias pedagógicas que privilegiem a indagação, a curiosidade, a busca do rigor científico e a reflexão crítica do estudante.
O desenvolvimento de projetos na vida das pessoas é uma constante, pois estamos sempre em processo de construção do conhecimento, por isso este pode representar um novo horizonte e desafio a ser construído por todos os pares da educação. Portanto é preciso desacomodar-se e tentar fazer algo diferente, pois diante da velocidade em que tudo se passa na realidade, a escola precisa dar um up grade muito rápido, pois está perdendo sua clientela, ou deixando sequelas num custo muito alto para a sociedade.
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Por: Ivonir da Rosa (Venâncio Aires - EEEM Wolfram Metzler)
Paulo Freire
Importante pedagogo brasileiro, nasceu em 1921, em Recife. Sua obra é reconhecida mundialmente. Seu livro principal é Pedagogia do Oprimido. Defendia a ideia de que o aluno precisa aprender a “ler o mundo” para poder transformá-lo. Era totalmente crítico à educação bancária, pois considerava o professor com essa prática como um ditador, apenas depositando conhecimento, e o aluno um sujeito passivo. Para ele a prática deveria despertar a curiosidade, o diálogo, a reflexão, a indagação e autonomia em aprender. Paulo Freire faleceu em 1997.
Considero os fundamentos de sua obra importantíssimos para a elaboração de projetos, pois a pesquisa, a busca de respostas, tem como base a curiosidade, a reflexão, a indagação e a vontade de mudar e transformação uma situação, consequentemente, transformar o mundo. Desenvolvimento de projeto leva à autonomia em aprender.
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Por: Mara Brum (Pantano Grande - EEEM Pedro Nunes de Oliveira)
Concordo com a MARCIA VALERIA DA SILVEIRA SILVA. A maioria dos alunos tem dificuldade em escolher o tema do projeto e, na maioria das vezes, nem estão interados de fatos reais que possam fazer um projeto. É mais fácil pegar um tema qualquer e ir pesquisar na internet do que pesquisar e "viver" algo real. Mas se funcionasse como a Nilza colocou, seria maravilhoso.
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Por: Márcia Damé (Encruzilhada do Sul - EEEM Carlos Correa Filho)
Por: Márcia Damé (Encruzilhada do Sul - EEEM Carlos Correa Filho)
Célestin Freinet (1896-1966)
Informações sobre o pensador:
- Pedagogo francês
- Identificado com a corrente da Escola Nova, que era contra o ensino tradicionalista, centrado no professor e na cultura enciclopédica, propondo em seu lugar uma educação ativa em torno do aluno.
- Tinha uma visão marxista e popular tanto da organização da rede de ensino como do aprendizado em si.
- Na teoria do educador francês, o trabalho e a cooperação vêm em primeiro plano, a ponto de ele defender que "não é o jogo que é natural da criança, mas sim o trabalho". Seu objetivo declarado é criar uma "escola do povo".
Técnicas desenvolvidas por Freinet: aulas-passeio e os cantinhos temáticos na sala de aula, tais recursos tem o objetivo despertar, nas crianças a consciência de seu meio, incluindo os aspectos sociais, e de sua história.
Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/mestre-trabalho-bom-senso-423309.shtml?page=3, consultado em 16/10/14
O trabalho de Freinet é fundamental no sentido de valorizar o meio, através da observação, da discussão e da análise, etapas essenciais do projeto de pesquisa e que o torna realmente relevante, visto que atendem as necessidades da comunidade a qual os pesquisadores estão inseridos na busca de superação dos seus problemas.
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Por: Márcia Valéria (Rio Pardo - EEEM Fortaleza
O trabalho com projeto, enfatiza o diálogo entre o conhecimento que o estudante traz, enquanto sujeito histórico, e a construção de um saber. Os fundamentos da pedagogia de Freire humanista e emancipatória orientam o professor para o desenvolvimento de estratégias pedagógicas que privilegiem a indagação, a curiosidade, a busca do rigor científico e a reflexão crítica do estudante.
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Por: Mariléia Ceretta (Passa Sete - EEEM Cristo Rei)
O aprendizado por projetos já faz parte da realidade dos alunos e das escolas. A sociedade pede indivíduos críticos, atuantes , inovadores, reflexivos e criativos, características facilmente desenvolvidas no trabalho com projetos pelos professores. Nesta nova sociedade, a presença da tecnologia é frequente e efetiva. Para tanto, há a necessidade de profundas modificações na formação e preparação dos professores. A escola e os professores ainda estão requerendo mudanças nesse sentido. O educador deverá transformar o seu jeito de pensar, de ensinar e de agir, pois a nova forma de educação exige que o professor seja atuante, motivador e mediador do conhecimento para com seus alunos.
O trabalho com projetos é um desafio que envolve o educando, a escola e o professor, numa rede de conhecimento, investigação e pesquisa.
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Por: Marinêz Weizenmann (Venancio Aires - EEEM Monte das Tabocas)
O trabalho por projeto é importante porque oferece além do conhecimento a experimentação, a reflexão e a descoberta. Propicia o desencadeamento do processo de construção e reconstrução do conhecimento do estudante, por meio de situações de aprendizagem que favoreçam a sua autoria e o processo reflexivo sobre a própria ação.
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Por: Mônica Weiland (Vale do Sol - EEEM Guilherme Fischer)
Educar, para Piaget, é "provocar a atividade" - isto é, estimular a procura do conhecimento. "O professor não deve pensar no que a criança é, mas no que ela pode se tornar", diz Lino de Macedo.
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Por: Neide Brenner ( Venancio Aires - EEEM Frida Reckziegel)
Muitos estudiosos e pedagogos , ao longo da história, já propunham práticas visando a construção do conhecimento através da investigação, do aprender fazendo, da reflexão de suas práticas e da sua cultura.
Pestalozzi e Froebel(no séc. XVIII) já defendiam a importância de uma educação valorizando a experimentação.
Dewey(no séc. 20) destaca o aprender fazendo experiências, onde o estudante pode se envolver com a própria aprendizagem ativamente. E foi ele o sistematizador da Pedagogia de Projetos. Na mesma época Kilpatrick desenvolveu o Método de Projetos.
Já, aqui no Brasil, Paulo Freire, incentivou a leitura do mundo e defendia a educação libertadora e os denominados temas geradores. Para Freire o ponto de partida para que o educando avance na leitura do mundo é o ato de conhecer sua própria cultura para compreender-se sujeito da história.
Os fundamentos da Pedagogia de Freire orientam o professor a desenvolver estratégias que despertem no aluno a curiosidade, a busca pelo saber. O educando com o auxílio do professor deve construir seu conhecimento.
“[...] ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”(Freire), 1996, p.52)
E ainda, a partir da teoria de Piaget constata-se que a educação deve propiciar situações que favoreçam a experimentação, a reflexão e a descoberta. Então o educando deve tomar consciência, compreender e reelaborar, além de saber fazer, para que a aprendizagem aconteça.
Nos anos 90, Fernando Hernández, propõe o trabalho com projetos desenvolvendo um currículo integrado. E para isso ocorrer é preciso que o tema escolhido seja instigador e desperte a curiosidade no educando.
Mais uma vez constata-se que é preciso motivação, vontade de aprender para ocorrer a construção do conhecimento.
Mas a teoria de Vygotsky(1989), enfatiza que o estudante aprende a partir da interação com o meio em que vive, com a realidade e com outras pessoas. A construção do conhecimento ocorre pela mediação cultural e não é um processo direto da ação do homem sobre o meio. Segundo ele, todos podem aprender e ensinar uns aos outros. Por meio da mediação, o professor pode ajudar o aluno a compreender e sistematizar os conteúdos envolvidos no projeto para formalizar os conhecimentos colocados em ação.
O mais importante no trabalho com projetos é que o educando passa a ser sujeito da aprendizagem. E o professor assume o papel de mediador, de orientador, aquele que estimula e cria situações de aprendizagens, faz o aluno pensar, refletir, construir o seu conhecimento.
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Por: Nilza Susana da Silva (Venancio Aires)
“A teoria de Vygotsky (1989), enfatiza a importância da interação social no processo de construção das funções psicológicas humanas. O estudante aprende a partir da interação com o meio em que vive, com a realidade e com outras pessoas. Cada ser humano é, ao mesmo tempo, ativo e interativo”.